Sistema muscular e Esqueleto

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Sistema muscular e Esqueleto

Mensagem  Admin em Seg Jun 30, 2008 11:50 am

Esqueleto das aves


O esqueleto das aves, onde podemos encontrar algumas características dos répteis, está marcado principalmente pela a adaptação ao voo. Por exemplo, de modo a conseguir leveza, a maioria dos ossos é oca e esponjosa, sem que a sua resistência seja afectada.



As vértebras cervicais, nas quais assenta a cabeça, variam muito em número de espécie para espécie. No entanto todas partilham a características de possuírem grande mobilidade, obtida através superfícies articulares que permitem movimentos bastante amplos. Muitas aves são mesmo capazes de virar quase completamente a cabeça, compensando assim a falta de mobilidade dos olhos, mais ou menos fixos nas orbitas.
As vértebras do dorso e do lombo tendem a perder mobilidade e formar um sistema rígido, podendo inclusive a soldarem-se umas as outras.
O crânio é formado por ossos completamente soldados e não possui, ao contrário dos mamíferos, nenhuma parte mastigadora. Os dentes, desaparecidos no princípio da evolução, deram lugar ao bico, que é formado por duas bainhas córneas. O bico é um elemento essencial nas aves pois este é usado como uma mão, para agarrar e manusear objectos, como ferramenta, etc. É também com o bico que as aves comunicam, constroem os seus ninhos, captura as suas presas, alimentam as suas crias e defendem-se.
De todo o esqueleto, a cintura torácica e o esterno foram as partes que sofreram mas modificações para uma maior eficiência e aptidão para o voo. A caixa torácica é bastante sólido e os segmentos das costelas que se articulam com o esterno estão ossificadas de modo a permitir uma melhor sustentação dos órgãos torácicos quando o animal está em pleno voo. O esterno, que está extraordinariamente desenvolvido, forma como que um escudo que cobre toda a parte ventral do tórax. A sua zona central é caracterizada por uma crista muito saliente, à qual é chamada “quilha”. Esta saliência óssea reforça o esterno e é onde se inserem os músculos que intervêm no voo.
Na cintura escapular, que se insere no esterno, encontram-se as asas, formadas principalmente pelo braço e pelo antebraço. O húmero é curto e marcado por cristas ósseas que permitem inserções musculares muito fortes. O antebraço, como acontece em todos os vertebrados, é formado pelo cúbito e pelo rádio, e a mão, situada no extremo, funciona em sentido lateral. Os dedos são apenas três: o polegar, que possui um tamanho extremamente pequeno, e outros dois dedos mais desenvolvidos. A proporção e a forma das asas varia muito entre os vários tipos de aves. Os diferentes segmentos nas aves planadoras tendem a aumentar, enquanto que nas aves pequenas, que voam através de batimentos rápidos das asas, tendem a diminuir.
O esqueleto apesar da sua resistência é extraordinariamente leve, pois, ao contrário dos demais vertebrados que possuem os ossos cheios de medula, as aves possuem ossos ocos e cheios de ar.






Musculatura das aves


A musculatura, tal como o esqueleto, está extraordinariamente bem adaptada para o voo. Deste modo, a musculatura na parte dorsal da coluna vertebral e os músculos que accionam a mandíbula inferior são geralmente reduzidos. Já a musculatura do pescoço e a que acciona os membros, especialmente as asas e os músculos anteriores, é muito desenvolvida. O pescoço possui mobilidade em todos os planos do espaço, uma agilidade que nenhum outro vertebrado consegue e com potência e velocidade muito grandes, características que lhes são necessárias, em várias ocasiões.
Os músculos utilizados no movimento das asas, que são cinquenta, são bastante desenvolvidos e inserem-se no esterno e na quilha.
Destes, há três que são especialmente importantes, visto permitirem à asa aberta bracejar no ar. Estes músculos são o grande peitoral, que dirige a asa para baixo proporcionando o apoio no ar e garantido o avanço; o pequeno peitoral (músculo coracobraquial posterior), que completa a acção do anterior; e por fim o peitoral médio (músculo supracoracóide), que funciona de forma antagónica e se encarrega de produzir a elevação da asa.
Os dois grandes peitorais representam, em média, mais de 15% do peso total do animal, enquanto que por seu lado, o peitoral médio representa 10%. Estas proporções podem variar de acordo com o desenvolvimento das faculdades de voo.


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