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Salinas como património local

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Mensagem por jheitor Qui Set 13, 2012 11:45 am

Salinas como património local

• 13-09-2012 •

fonte : setubalnarede.pt

O salgado da região de Lisboa, abrangia duas grandes áreas: a margem direita a Norte do Tejo (desde Loures até Vila Franca) e a margem esquerda a sul do Tejo, desde o Barreiro até Alcochete. As salinas localizavam-se nas freguesias do Lavradio (concelho de Barreiro), Alhos Vedros (concelho da Moita), Sarilhos Grandes (concelho do Montijo), Samouco (concelho de Alcochete), Alcochete e Vasa-Sacos (concelho de Benavente).

No século XIII, surgem as primeiras referências relativas às salinas, associadas ao aparecimento de comunidades ribeirinhas que se foram instalando nas margens do Tejo, ligadas à exploração do sal. Estes núcleos salineiros foram-se desenvolvendo ao longo dos séculos e obtendo importância económica, passando a integrar os circuitos comerciais, quer nacionais, quer internacionais, tornando-se fundamental para a vitalidade económica das comunidades locais.



No início do século XX, as salinas das margens do Tejo produziam cerca de metade do sal do país, sendo a margem esquerda a que dava o maior contributoe a produção do sal representava para os habitantes da margem sul, uma fonte de rendimento, dado que a atividade utilizava uma grande quantidade de mão-de-obra distribuída por vários serviços: o amanho das marinhas, os processos de produção e a safra, sendo necessário uma mão-de-obra diversificada.



Porém, por volta dos anos 70 do séc. XX, o salgado entrou em decadência, pois os custos de produção e de transporte do sal até ao porto, não conseguiam competir com o preço de mercado do sal proveniente da França e da Itália.



As Salinas constituem um exemplo vivo daquela que foi, durante muito tempo, a principal atividade económica das comunidades localizadas na margem sul do Tejo. Atualmente, são diversos os locais onde se pode visualizaras suas “ruinas”ao longo da margem sul, desde o Barreiro até Alcochete.



Nesta altura, as salinas são cada vez mais reconhecidas pela sua importância ecológica, inseridas nos sapais das zonas húmidas, constituem um local de abrigo e refúgio para muitas aves aquáticas. Durante o inverno, estes locais são escolhidos pelas aves como abrigo e fonte de alimentação e no verão, como local privilegiado de nidificação. Constata-se que as salinas se transformaram no principal habitat de diversas espécies de aves e espécies aquáticas e espécies marinhas.



Com a crescente melhoria da qualidade das águas no rio Tejo é desejável e exequível, sem grandes encargos financeiros, a preservação, conservação e dinamização destes locais ricos em vida e em história, sendo certo que algumas autarquias começaram já a interessar-se pelas “ruinas” das salinas na perspetiva ambiental e histórica.



Em oposição ao declínio e relevânciada atividade económica, a importância do património das marinhas é crescente, sendo fundamental a sua conservação e preservação pelo seu valor patrimonial, histórico, cultural e natural. A sua riqueza é enorme, a suabeleza é imensa.

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=17789
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