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Especialistas conservação do lobo marinho reúnem-se Funchal

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Mensagem por Andorinha-dáurica Seg Jun 25, 2007 3:20 pm

Especialistas conservação do lobo marinho reúnem-se no Funchal

Especialistas na conservação do lobo marinho reúnem-se esta semana no Funchal para traçar um plano para recuperação desta espécie, uma das mais ameaçadas de extinção, com 500 exemplares em todo o mundo e cerca de 30 na Madeira.
A reunião, que começa terça-feira e junta mais de uma dezena de especialistas de Portugal, Espanha, Mauritânia e Marrocos, visa sobretudo definir um documento de carácter técnico sobre as prioridades de conservação do lobo-marinho que permita orientar os consultores e gestores a trabalhar na conservação desta espécie no Atlântico Oriental.

Este documento tem também por objectivo proporcionar um marco de cooperação e coordenação internacional para os países da área de distribuição da espécie.

Esta será a IV reunião do grupo de trabalho para a recuperação da foca-monge do Mediterrâneo (lobo marinho), um evento que é organizado pelo Parque Natural da Madeira e pelo Ministério do Meio Ambiente de Espanha.

O programa decorre até quinta-feira, dia reservado a uma visita à reserva natural das Ilhas Desertas.

O lobo marinho é considerado a foca mais rara do planeta e uma das espécies animais mais ameaçadas de extinção, existindo cerca de 500 exemplares em todo o mundo, distribuídos por colónias no Mediterrâneo, Mar Negro e Oceano Atlântico, costa noroeste de África e na Madeira.

Em declarações à agência Lusa, a directora do Parque Natural da Madeira, Susana Fontinha, salientou que na zona atlântica existem duas colónias de lobos marinhos, sendo uma a da Madeira, que «tem vindo a recuperar e está em expansão, tendo presentemente cerca de 30 elementos», e a outra em Cabo Branco (entre a Mauritânia e Marrocos).

A colónia madeirense de «monachus monachus», nome científico destes animais simpáticos e brincalhões, também conhecidos por focas-monge do Mediterrâneo, tem registado nos últimos cinco anos um crescimento constante.

Inicialmente habitavam as Ilhas Desertas, um sub-arquipélago madeirense constituído pelos ilhéus Chão, Deserta Grande e Bugio, a 22 milhas do Funchal, mas nos últimos anos têm sido observados em várias outras zonas da Madeira, o que não acontecia há cerca de 30 anos.

Desde 1988 que o governo madeirense, através do Parque Natural da Madeira, iniciou um projecto de conservação do lobo-marinho e do seu habitat que é assegurado por vigilantes da natureza que fazem patrulhas de bote ao longo das ilhas e efectuam observações directas dos animais sem intervir nas suas actividades.

Para melhor apoiar este trabalho foi construída uma casa nas Ilhas Desertas que permite aos vigilantes do Parque Natural desempenharem as suas funções, visto que ficam isolados da civilização por cerca de quinze dias, em melhores condições.

Em 1997 foi criada uma unidade de reabilitação nas Ilhas Desertas para lidar com eventuais casos de animais debilitados.

A história da colónia de lobos marinhos da Madeira está ligada à descoberta do arquipélago, datando os primeiros registos destas focas de 1419 quando os portugueses chegaram à ilha colónia na costa sul, o que deu inclusive origem ao nome de um dos concelhos da Região, Câmara de Lobos.

Estes animais utilizavam as praias para repousar e reproduzir-se, mas, perseguidos e caçados pelo homem, o número dos lobos diminuiu na Região e verificou-se um processo de regressão também devido à actividade piscatória no arquipélago.

Deixaram de ser vistos com frequência na ilha da Madeira até que uma colónia foi detectada nas Ilhas Desertas, tendo sido mais tarde desencadeados programas de protecção.

Segundo os especialistas, o aumento dos exemplares da colónia e a sua expansão para outras zonas da Madeira demonstram que estão a voltar a ter os hábitos ancestrais que se alteraram devido à perseguição humana.

Diário Digital / Lusa

25-06-2007 16:43:17

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=282670
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