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Pela classificação da Mata como património nacional

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Mensagem por jheitor Dom Out 14, 2012 10:22 am

Pela classificação daMata como património nacional

14.10.2012

fonte:gazetacaldas.com

Ao abrigo do artigo 5 do anúncio nº 13439/2012 existente no Diário da Re3pública, 2ª Série- nº182 – 19 de setembro de 2012, a Nostrum – Associação de Defesa do Património Ambiental, vem reclamar o seguinte:
O Parque D. Carlos I, situado no interior de uma cidade, é um local com um enorme relevo do ponto de vista botânico devido ao elevado número de espécies e à qualidade do seu coberto arbóreo e arbustivo.
Da mesma forma existem no interior da Mata Rainha Dª Leonor, condições de continuidade ecológica que só podemos encontrar em alguns bosques de Portugal, sendo estes cada vez mais raros. (…)
No interior da mata existe também o maior loureiral (Laurus nobilis) atual de Portugal, a gilbardeira (Ruscus aculeata),uma espécie protegida e que é muito abundante neste espaço verde, o chamado Amor-de-hortelão (Galium aparine) e, entre outros, a salsa parrilha (Smilax aspera,L.), elementos da nossa flora mediterrânica.
Estes espaços podem ser considerados sistemas dinâmicos, constituídos geralmente por diversas espécies estratificadas e com uma estrutura muito complexa. (…)
Destacam-se igualmente as comunidades terrícolas, saxícolas e epifíticas com representantes da flora vascular, da flora criptogâmica (algas, fetos, musgos, hepáticas e antocerotas), fungos e associações entre algas e fungos (líquenes), alguns deles endolíticos.
Associada ao coberto vegetal encontram-se várias espécies faunísticas, desde insetos, répteis e anfíbios, a aves e mamíferos. (…)
Tal como sucede no corpo humano, também a cidade das Caldas da Rainha possui, no seu perímetro urbano, dois “pulmões” verdes de excecional qualidade, situados muito próximos um do outro: o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor. Ocupando, respetivamente, uma área de cerca de 17 hectares e 14 hectares, constituem, em conjunto, o maior espaço verde localizado em centro urbano histórico existente em Portugal. (…)
Quanto à Mata Rainha D. Leonor, a sua grande área constitui um notável complemento ao Parque, formando um aprazível espaço rico de beleza e frescura, onde cada um de nós pode, à sombra das suas árvores, encontrar uma fonte de alívio para as muitas tensões que a vida moderna nos impõe. A existência de numerosos carvalhos mais do que centenários e do maior platanal existente em Portugal são, apenas, duas das muitas atrações naturais que tal espaço verde contém. (…)
Assim, considerar, em separado, os dois grandes espaços verdes das Caldas da Rainha, é ignorar a existência uma mesma matriz geográfica, geológica, histórica e biológica (António Pereira Coutinho, 2012).
Além do inegável interesse biológico e ecológico, é ainda nesta mata que estão importantes elementos patrimoniais construídos e associados à reedificação do Hospital Termal realizada por D. João V (…)
É junto a uma outra das orlas da Mata, perto do atual Centro Hospitalar de Caldas da Rainha, que se encontra o conjunto escultórico de Ferreira da Silva, obra de arte moderna iniciada nos fins do século passado e alusivo às águas.
A Mata tem também inegável valor hidrogeológico uma vez que é nela que estão localizados praticamente todos os furos de captação de água termal entre os quais o que atualmente alimenta o próprio Hospital Termal. 15- Com efeito, esta área florestal encontra-se à superfície de um aquífero livre que alimenta o coberto vegetal e sobre o aquífero cativo de águas termais, mais profundo, que são a base do termalismo caldense. Está por isso atravessada, aqui e além, por minas de água, galerias e encanamentos, muitos deles com ligação ao Hospital.
Esta zona verde é ainda hoje, tal como o Parque D. Carlos I, uma área de descanso e convívio de forma sadia no coração da cidade do século XXI. (…)
Existe uma continuidade espacial da Mata e dos espaços verdes que lhe são contíguos, o Parque D. Carlos I e a importante mancha expectante, de espaços agrícolas e florestais como que a serem asfixiados pela malha urbana (Fernando Catarino, 2005).
Pelos fundamentos expostos, é de lamentar que esta importante zona verde tenha sido excluída da candidatura a património nacional. A Associação Nostrum, sem fins lucrativos, defendendo o património ambiental da região, vem em nome de muitos cidadãos, solicitar que a Mata Rainha Dª Leonor, também ela um importante espaço verde termal, seja justamente incluída nessa classificação em conjunto com o Hospital Termal e o Parque D. Carlos I.

http://www.gazetacaldas.com/26257/nostrum-pela-classificacao-da-mata-como-patrimonio-nacional/
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